“Por que não investigam o Instituto FHC como o Instituto Lula?”, questiona Bob Fernandes

Temer & CIA venderam por R$ 3 bilhões três áreas de petróleo do pré-sal. Venderam, e para competidores, o futuro pós 2022. Para norte-americanos da Esso, da Chevron em parceria com a anglo-holandesa Sheel. E para a norueguesa Equinor.


Continue lendo ““Por que não investigam o Instituto FHC como o Instituto Lula?”, questiona Bob Fernandes”

Bob Fernandes: A morte de Teori. E o avanço dos que operam o “estancar a sangria”

Francisco, filho de Teori Zavascki, dizia em Maio: “Alerto (…) Algo pode acontecer com alguém da família”.

Em Porto Alegre grupos à direita, um deles ligado ao MBL, já haviam protestado em frente ao apartamento de Teori. Chamando-o de “bolivariano”, “pelego do PT”, “traidor”.

Depois da queda do avião, o filho do ministro disse:

-Eu realmente temia, mas agora isso não está passando pela cabeça. Fatalidades acontecem; Paraty, chuva, o avião arremeteu e é isso ai. Deu zebra.

Francisco considerou “leviano” fazer conclusão precipitada. Ponderou:

-Seria muito ruim para o país, extremamente pernicioso, que se imagine que um ministro foi assassinado por causa de um processo…Torço para que tenha sido fatalidade.

Articula-se nos bastidores como e para quem será distribuído o processo. Que não desaparece. Não há como estancar 77 delatores e cerca de 900 depoimentos.

No Supremo os depoimentos serão homologados. Mas tudo mais vai atrasar, e muito.

Os que operam para “estancar a sangria” ganham mais fôlego e espaço. O topo do Poder, de todos grandes partidos, foi ou será delatado.

Alguns estiveram no velório. Quase todos soltaram lacrimejantes notas de pesar.

Temer avisou: não indicará novo ministro até ser definido novo relator. Por quê? Porque aí a pressão seria insuportável.

Imaginem indicar como ministro, já, um Alexandre de Moraes? Pela regra primeira, há outras, seria o relator.

Escancaração demais. Melhor esperar novo relator e indicar ministro sob menos pressão.

Investigações dirão o que aconteceu. Se concluírem que foi acidente, milhões não acreditarão na conclusão.

No dia seguinte à queda do avião, segundo a Paraná Pesquisas, “83% dos brasileiros não acreditavam em acidente”.

Natural, humano, a negação da morte, do imponderável. Mas essa reação diz muito também sobre um país onde a barbárie, o assassinato de 60 mil por ano, incorporou-se ao cotidiano.

Indiferença porque os assassinados quase sempre não têm rosto. São apenas estatísticas dos guetos…

…E diz muito também sobre país onde se alardeia que “todos são corruptos”. Menos, obviamente, quem aponta o dedo e o verbo.

Bob Fernandes: ‘Anistia ao Caixa II’ seria o Escândalo dos Escândalos

A “Anistia ao Caixa II” articulada dentro e fora do Congresso é o Escândalo dos Escândalos. Tramado como se fosse algo banal, normal.

Parece não existirem autores nessa articulação, e soa a tarefa impossível descobrir mentores e executores.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara já deixou escapar algo. De resto, essa escandalosa “Anistia” parece fruto de geração espontânea.

Multiplicando-se, manchetes vão naturalizando a “Anistia”. A repetição como fato a ser consumado vai tornando-a aceitável.

Autoria sempre de uma gente sem nome: “grandes empresários”, “líderes partidários” etc.

Mas enfim alguém grande disse algo publicamente: o juiz Moro, em entrevista ao Estadão.

Disse Moro: “Sobre eventual proposta de Anistia, creio que é prudente aguardar eventual formulação concreta antes de opinar”.

Disse também ser “impensável” anistia “para crimes de corrupção ou lavagem”.

Bem, é só o que falta…